Suzuki GSX-1300R Hayabusa – A história do Falcão de Hamamatsu
A hiperdesportiva da Suzuki está de volta à estrada para voltar a voar a alta velocidade. A nova Suzuki GSX-1300R Hayabusa foi profundamente renovada para 2021. Mas para entender melhor o que vale esta novidade, convém ficar a conhecer a história do Falcão de Hamamatsu.
andardemoto.pt @ 1-6-2021 11:00:00
Quando
no início de fevereiro de 2021 a Suzuki anunciou e revelou todos os detalhes
daquela que é a terceira geração da poderosa e icónica GSX-1300R Hayabusa, os
fãs deste modelo reagiram das mais diferentes formas.
A nova Hayabusa, também conhecida como Falcão Peregrino de Hamamatsu, é uma
hiperdesportiva que se tornou num ícone do mundo das duas rodas. E agora que
estamos perto de publicar o teste à nova geração aqui no Andar de Moto, está na
hora de ficar a conhecer um pouco melhor a história do Falcão de Hamamatsu.
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1ª geração – 1999
Foi no final da década que marcou o fim do Século XX que a Suzuki apresentou ao
mundo aquela que viria a ser uma das motos mais conhecidas em todo o globo,
apreciada por milhares, admirada por rivais, e que trouxe o nome da casa
sediada em Hamamatsu para outros patamares de performance.
Em 1999 a primeira geração da Suzuki Hayabusa – nome que em japonês quer dizer
Falcão Peregrino – surpreendeu pela sua aerodinâmica avançada, pelo potente motor
quatro cilindros em linha, mas principalmente por ter ajudado a iniciar o
segmento das hiperdesportivas, motos desportivas de elevada cilindrada e com
capacidade para ultrapassar facilmente a barreira do 300 km/h.
A Hayabusa tornou-se numa referência no segmento. Não só pela sua performance,
mas também pelo seu design aerodinâmico. Os designers japoneses criaram uma
aparência que ainda hoje é imediatamente reconhecida, mesmo por aqueles que não
são particularmente adeptos deste tipo de motos. Carenagens arredondadas,
frontal afilado com entradas de ar laterais para o “ram-air”, uma traseira
aerodinâmica.
Tudo na Suzuki Hayabusa foi feito para minimizar a turbulência aerodinâmica de
uma moto criada a pensar em velocidades muito elevadas. Para além dos inúmeros
testes de desenvolvimento em túnel de vento, os engenheiros da Suzuki foram “beber”
conhecimentos obtidos no mundo da competição, nomeadamente o trabalho feito no
Mundial de Velocidade com a RGV500.
Esteticamente a Hayabusa também se destacou pelas suas carenagens cobertas por
esquemas de cores de dois tons, e os grandes caracteres japoneses
complementavam a imagem agressiva desta grande moto japonesa.
O responsável pelo design da primeira geração da Suzuki Hayabusa, Yoshiura san,
afirmou na que “O conceito da primeira Hayabusa era criar um impacto visual
original e dominante, com uma aerodinâmica superior. Eu desenhei a Hayabusa com
a intenção de criar uma moto impactante, que chamasse a atenção, com um design único.
A sua aparência tinha de transmitir a noção de que era a moto de produção mais
rápida do mundo”.
A ciclística da Hayabusa era o expoente máximo de estabilidade a alta velocidade
e como unir essa característica a uma boa agilidade em curva. Precisão e
confiança eram algumas das palavras usadas para definir a Suzuki GSX-1300R
Hayabusa, uma moto desportiva mas ao mesmo tempo uma opção pensada para viajar
com algum conforto.
O motor criado para esta moto, a moto de produção mais rápida do planeta, foi um quatro cilindros em linha de 1298 cc,
já a injeção. Com o auxílio do sistema “ram-air”, que forçava o ar a entrar no
motor a uma pressão mais elevada, a potência da Hayabusa chegava aos 175 cv. A
entrega do binário a baixos e médios regimes surpreendia quase tanto como a
velocidade máxima superior a 300 km/h, ou tanto como as acelerações fantásticas
até aos 200 km/h.
2ª geração – 2008
O sucesso que foi o lançamento da Hayabusa em 1999 ficou bem patente na enorme
legião de seguidores que conquistou em todo o mundo, mas principalmente nos
números de vendas. De acordo com a Suzuki, entre 1999 e 2007 venderam-se mais
de 155.000 unidades.
Nesta segunda geração a Suzuki deu indicações à equipa de desenvolvimento para
melhorar ainda mais a eficiência aerodinâmica. Mas o motor voltou a ser um dos
grandes destaques!
Mantendo a arquitetura de quatro cilindros em linha, a Hayabusa de segunda
geração viu a cilindrada subir para os 1340 cc, com o correspondente aumento na
taxa de compressão. As cabeças de cilindros foram redesenhadas, pistões e
válvulas mais leves, usaram um tensor hidráulico e o sistema de escape foi
redesenhado.
Todas estas mudanças resultaram num aumento de potência para os 194 cv.
Na ciclística também se verificaram mudanças para complementar o aumento da
potência. A Suzuki instalou na então nova Hayabusa um quadro dupla trave mais
rígido, forquilha invertida com bainhas de 43 mm, amortecedor traseiro também
novo, em ambos os casos fornecidos pela Kayaba, enquanto ao nível da travagem
esta hiperdesportiva dava uso a travões radiais, jantes de 17 polegadas
cobertas por pneus Bridgestone BT-015 específicos.
Em 2013 a Suzuki entendeu que estava no momento certo para introduzir
novidades. O grande destaque foi a melhoria nos travões com a chegada de pinças
Brembo, mas também a introdução do sistema anti bloqueio ABS.
Desta segunda geração a Suzuki afirma terem sido vendidas em todo o mundo mais
de 74.000 unidades, o que elevou o número total de Hayabusas vendidas para
189.000 unidades. Depois veio a entrada em vigor das normas antipoluição mais
restritivas. A Euro4 em 2018 significou o fim da comercialização da Hayabusa em
solo europeu.
No entanto, noutros mercados, como a América do Norte, a venda desta segunda
geração continuou até ao momento em que a Suzuki anunciou que não estava mais a
fabricar esta moto.
Foi então necessário esperar até início de 2021 para ficarmos a conhecer a terceira
geração da Suzuki GSX-1300R Hayabusa. Depois de muitos rumores que apontavam
para aumento da cilindrada ou utilização de um turbo / compressor, a verdade é
que a Hayabusa Euro5 continua a contar com o mesmo motor quatro cilindros em
linha naturalmente aspirado.
Quase nada foi deixado intocado. Mais de 550 peças e componentes foram
modificados ou criados de novo para esta nova Hayabusa de 2021. E no entanto
continuamos a sentir que a nova geração mantém uma ligação muito profunda com
as gerações anteriores.
O motor perdeu um pouco de potência máxima mas por outro lado ganhou binário
nos médios regimes. Além disso, a Suzuki dá uso nesta geração a um pacote
eletrónico altamente avançado e desenvolvido para permitir que o condutor da
Hayabusa sinta ainda mais confiança, mesmo quando explora a moto japonesa a
alta velocidade.
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Ao longo dos anos a Suzuki GSX-1300R Hayabusa tornou-se numa moto de culto. A
sua plataforma foi utilizada para os mais diversos eventos e competições. O
motor japonês demonstrou ser “à prova de bala”, com muitos proprietários a
adicionarem turbos em busca de potência rápida.
As Suzuki Hayabusa, devidamente modificadas, foram usadas para alcançar
diversos recordes: Bill Warner levou uma Hayabusa com o bloco de motor original
a chegar aos 660 cv e atingir os 501,94 km/h. Becci Ellis tornou-se na mulher
mais veloz do mundo quando pilotou uma Hayabusa até aos 425 km/h. E Gary
Rothwell deu uso à sua Hayabusa de 540 cv para registar o recorde de “wheelie”
mais rápido do mundo a 337 km/h.
A chegada da terceira geração da icónica Suzuki GSX-1300R Hayabusa promete
continuar a levar o legado do Falcão Peregrino de Hamamatsu para novos voos.
Uma moto que simboliza a procura do homem em atingir uma velocidade ainda mais
elevada, e que ajudou a cimentar o nome da Suzuki como uma das marcas mais
fortes no mundo das duas rodas.
andardemoto.pt @ 1-6-2021 11:00:00
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