Honda reforça meta de "zero acidentes"

Marca japonesa quer reduzir drasticamente as mortes até 2030 e aposta na formação de condutores como peça-chave da estratégia.

andardemoto.pt @ 6-5-2026 12:00:00

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A Honda mantém o objetivo ambicioso de reduzir para metade o número de mortes de motociclistas nas suas motos até 2030 com a meta final de eliminar completamente os acidentes fatais até 2050.

Este compromisso, anunciado inicialmente em 2021, voltou a ser reforçado recentemente durante a apresentação de uma nova parceria entre a Honda UK e a Rapid Training, que pretende diminuir o número de incidentes entre motociclistas nas estradas britânicas.

Para explicar como a marca planeia atingir objetivos tão exigentes, produzindo mais de 20 milhões de motos por ano, Albert Cavero, responsável europeu de segurança da Honda, destacou que a maioria dos acidentes pode ser evitada. Segundo o responsável, apenas uma pequena percentagem dos acidentes está relacionada com fatores externos ou falhas mecânicas, sendo cerca de 94% provocados por erro humano.

A resposta da Honda passa por uma abordagem centrada em três pilares. O primeiro envolve o desenvolvimento tecnológico das motos, incluindo sistemas mais avançados como ABS em curva, airbags integrados e tecnologia de radar. O segundo foco está na melhoria do ecossistema rodoviário, com a introdução de comunicação entre veículos e até entre veículos e peões, permitindo antecipar e evitar colisões. Por fim, o terceiro pilar aposta no desenvolvimento das capacidades humanas, através da formação e aperfeiçoamento das competências de condução.

De acordo com Cavero, esta estratégia reflete também a responsabilidade acrescida da marca enquanto líder global no setor, com cerca de 40% de quota de mercado mundial e ambições de crescimento para 50% até ao final da década.


A Honda acredita que a formação pode ter um impacto direto na redução de acidentes. Estudos internos indicam que motociclistas que frequentam cursos de condução avançada estão envolvidos em cerca de 30% menos acidentes do que aqueles sem formação adicional, embora os benefícios diminuam ao longo do tempo, reforçando a importância de formação contínua.

A marca tem uma longa tradição nesta área, com programas de segurança rodoviária desde os anos 60 e atualmente 51 centros de formação espalhados pelo mundo, sobretudo na Ásia.

Dados da World Health Organization indicam que cerca de 1,19 milhões de pessoas morrem anualmente em acidentes rodoviários em todo o mundo, sendo aproximadamente 30% motociclistas.

andardemoto.pt @ 6-5-2026 12:00:00


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