Teste Vespa GTS Super Tech 125 - Sabor Italiano

A primeira “Large Body” da marca italiana de Pontedera a estar equipada com um painel de instrumentos digital em TFT, mas sem perder o aspecto nostálgico da primeira Vespa desenhada por Corradino D’Ascanio.

andardemoto.pt @ 21-10-2019 19:12:08 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

A Vespa GTS 125 é, não nego, uma das minhas scooters favoritas. O seu quadro monocoque, integralmente fabricado em aço, um conceito apurado ao longo de mais de 70 anos, proporciona-lhe um estilo inconfundível, e uma personalidade muito própria. Charmosa e fácil de conduzir, aprecio sobretudo o facto de ter bastante espaço para as pernas e uma posição de condução elevada que resulta muito natural. 

À semelhança da sua “irmã” mais potente, a Vespa GTS 300 hpe que recentemente tive oportunidade de testar, esta nova GTS 125 impressiona pelo prazer de condução e pela confiança que garante, mesmo em pisos mais degradados.

A sua agilidade é grande, permitindo passar facilmente pelo trânsito mais congestionado. O conforto, apesar das rodas de apenas 12 polegadas, é muito aceitável, já que a suspensão faz um excelente trabalho a absorver as maiores irregularidades, sem que o impacto se reflita nas costas nem nos pulsos. Os pisos de calçada também são bastante bem digeridos e o conjunto não denota vibrações nem ruídos parasitas.

Em estrada, o seu comportamento também não desilude, já que se mostra muito estável sob todas as condições, com um comportamento em curva que é dos melhores do seu segmento.

O motor 125 i-get também não desilude. Dotado de 4 válvulas e refrigeração por líquido, revela-se bastante económico (ou não fosse já compatível com a normativa Euro5), com consumos reais inferiores a 3 litros/100km, a que que não é alheio o facto de contar com a assistência do sistema RISS (um Start & Stop que substitui o tradicional motor de arranque por um motor eléctrico instalado directamente na cambota que, entre outras vantagens, assegura uma significativa redução no peso do conjunto e uma maior fiabilidade) que desliga o motor logo depois de parar, e dá arranque automaticamente mal se enrola o punho direito. Este sistema, que pode ser desligado pelo condutor, desativa-se se for usado o descanso lateral, ou em caso de queda.


A resposta rápida ao acelerador, a regularidade de funcionamento, a linearidade da entrega de potência e o reduzido nível de ruído emanado pelo escape são características deste monocilíndrico que tornam extremamente fácil gostar desta “Large Body” italiana. Sobretudo no meio do trânsito.

A transmissão também sofreu alterações, neste novo modelo. A correia é mais resistente e incorpora materiais que reduzem substancialmente o atrito e o ruído.

Ao nível da travagem, a pequena GTS  também não desilude. Equipada com travões de disco em ambas as rodas, apresenta um mordida firme, mas sem uma fase inicial demasiado brusca, sendo também bastante modulável. Os pneus Michelin City Grip fazem um excelente trabalho em termos de aderência, pelo que nem o ABS reclama, mesmo quando necessário apertar as manetes com mais convicção.

Esta versão Super Tech que tive oportunidade de testar, distingue-se das demais pelas jantes pintadas a negro mate, e pela mola da suspensão dianteira pintada de amarelo, que combina com o pesponto do assento exclusivo na mesma cor.

Além disso, vem equipada com um painel de instrumentos completamente digital, com base num ecrã TFT a cores de 4,3 polegadas, assistido pela plataforma multimédia exclusiva da Piaggio: MIA.

Através desta plataforma, e em conjunto com a App específica, é possível integrar o smartphone de forma segura na condução, e andar sempre “conectado”, já que com a ajuda do pequeno “joystick” instalado no punho esquerdo, no painel de instrumentos pode-se navegar entre mensagens, chamadas, músicas e até GPS.


A Vespa tem disponível uma extensa gama de acessórios, que vão desde a “top case” até a diversas protecções que em caso de queda evitam, literalmente, visitas ao bate-chapa.

Com esta nova versão a Piaggio pretendeu aumentar ainda mais a fiabilidade do conjunto, e a comprová-lo está a extensão dos intervalos de manutenção para 10.000km. 

Para resumir, a Vespa GTS é uma scooter charmosa que se sente extremamente à vontade em ambiente urbano, sendo muito fácil de manobrar e muito ágil no meio do trânsito. A sua condução e suave e inspira muita confiança, pelo que se revela adequada para os condutores menos experientes.

Confortável e espaçosa, peca apenas pelo pouco espaço de arrumação que disponibiliza debaixo do assento, e se tivesse travão de estacionamento facilitava a vida naqueles locais mais inclinados onde o descanso lateral não consegue garantir uma boa estabilidade. No entanto, o descanso central é fácil de usar. A iluminação convencional, tendo em conta o preço da etiqueta desta Vespa GTS 125 é, obviamente, um ponto negativo, pois concorrentes muito mais económicas já apresentam soluções em LED muito mais eficazes.

Se o estilo e/ou a facilidade de condução são para si factores determinantes na escolha da sua solução de mobilidade, então não pode deixar de se dirigir a um concessionário Vespa e fazer um Test-Ride.

Equipamento

andardemoto.pt @ 21-10-2019 19:12:08 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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