MotoGP 2026 - Mugello - Domínio total da Aprilia
A Aprilia viveu um fim de semana perfeito em Mugello, quebrando o recorde absoluto de velocidade com Jorge Martín, vencendo o Sprint com Raul Fernández e selando uma dobradinha na corrida principal, enquanto a Ducati saiu do seu GP caseiro a revelar fragilidades preocupantes.
andardemoto.pt @ 1-6-2026 12:25:52
O fim de semana em Mugello começou com a Aprilia a anunciar-se como a referência absoluta. Logo nas sessões de sexta a RS‑GP estava num nível aerodinâmico e mecânico acima da concorrência, preparando o terreno para o que viria a ser um dos momentos históricos do GP.
A consistência de Marco Bezzecchi (Aprilia Racing) e o ritmo forte de Raul Fernández (Trackhouse MotoGP Team) deixavam claro que a marca de Noale tinha chegado ao seu Grande Prémio caseiro com armas para dominar em todas as frentes.
A qualificação terminou com Marco Bezzecchi a garantir a pole position para a Aprilia, confirmando o domínio técnico que a marca já tinha mostrado desde sexta‑feira. A surpresa positiva veio de Raul Fernández, que colocou a Aprilia da Trackhouse na segunda posição. Ao seu lado, a fechar a primeira linha da grelha de partida ficou Jorge Martín, também em Aprilia.
A segunda linha foi totalmente Ducati, com Marc Marquez (Ducati Lenovo Team), Fermin Aldeguer (Gresini Ducati) e Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team). Os italianos não podiam estar mais satisfeitos com as suas máquinas a dominarem as expectativas.
A manhã de sábado entrou diretamente para a história: Jorge Martín atingiu 368,6 km/h, estabelecendo o novo recorde absoluto de velocidade em MotoGP e tornando-se o primeiro piloto a ultrapassar a barreira dos 368 km/h em Mugello. A Aprilia celebrava não apenas um número, mas a confirmação de que tinha a moto mais eficiente do paddock em aceleração, estabilidade e aerodinâmica pura.
Horas depois, no Sprint, a festa continuou. Raul Fernández arrancou com autoridade, ultrapassou Marc Márquez (Ducati Lenovo Team) logo após o holeshot do campeão em recuperação física, e nunca mais largou o comando. O espanhol da Trackhouse controlou a corrida com maturidade, resistiu ao ataque final de Martín e ofereceu à Aprilia uma vitória sólida, seguida por um P2 de Jorge Martín, selando mais uma dobradinha técnica e emocional para a marca italiana.
Fabio Di Giannantonio completou o pódio, enquanto Marco Bezzecchi, apesar da pole, teve um Sprint mais discreto, ainda assim amealhando 6 pontos do 4º lugar.
No domingo, Mugello viveu um daqueles dias que ficam gravados na memória coletiva do motociclismo italiano. Marco Bezzecchi venceu o Grande Prémio de Itália com uma corrida perfeita: arrancou bem, recuperou o comando cedo e, quando atacou, abriu a diferença com autoridade. Atrás dele, Jorge Martín consolidou o domínio da Aprilia com um segundo lugar que reforça a sua candidatura ao título e confirma a RS‑GP como a moto mais completa do momento.
A luta pelo último lugar do pódio foi um drama até à meta: Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team) segurou Ai Ogura (Trackhouse Aprilia) por apenas 0,034s, garantindo um pódio precioso para a Ducati num fim de semana em que a marca de Bolonha esteve sempre um passo atrás da Aprilia. Marc Márquez, ainda limitado fisicamente após a cirurgia ao ombro direito, conseguiu um honroso sétimo lugar, mas longe de poder lutar com os da frente.
A KTM teve um fim de semana competitivo, mas sem conseguir transformar o bom ritmo em resultados de destaque. Pedro Acosta foi o melhor representante da marca austríaca, terminando em 6.º lugar depois de várias batalhas intensas com Marc Márquez, Ai Ogura e Di Giannantonio. Acosta mostrou agressividade e velocidade, mas perdeu tempo nos confrontos diretos e acabou por não conseguir lutar pelo top 5 na fase final. Brad Binder terminou em 11.º, num dia em que a RC16 não teve argumentos para acompanhar o ritmo das Aprilia e das Ducati da frente.
A Honda voltou a ter um fim de semana difícil em Mugello. Joan Mir terminou em 12.º, seguido pelo colega de equipa Luca Marini em 13.º, ambos incapazes de acompanhar o ritmo das Aprilia, Ducati e KTM. A melhor Honda em pista acabou por ser a satélite da LCR, com Diogo Moreira a fechar o top 10, somando o seu segundo resultado consecutivo dentro dos dez primeiros, um sinal de evolução do rookie, mas também um reflexo de que a RC213V ainda depende demasiado de momentos individuais para aparecer na classificação.
A Yamaha saiu de Mugello com um resultado modesto, limitada a um único ponto graças ao 15.º lugar de Miller. A moto continua a mostrar falta de aceleração, tração e velocidade de ponta, precisamente os três fatores mais críticos num circuito como Mugello.
No final, a Aprilia dominou a classificação geral e Marco Bezzecchi a liderar com uma vantagem de 17 pontos para o seu colega de equipa Jorge Martin, que por sua vez leva uma vantagem de 39 pontos sobre a primeira Ducati, a de Fabio Di Giannantonio.
O Grande Prémio de Itália de MotoGP em Mugello registou um recorde histórico de assistência presencial, com um total de 178.723 espectadores ao longo do fim de semana.
andardemoto.pt @ 1-6-2026 12:25:52
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