FMP revela programa total do 22º Portugal de Lés-a-Lés

Foi na Figueira da Foz que a Federação de Motociclismo de Portugal revelou finalmente o local de passagem que faltava para completar o programa do 22º Portugal de Lés-a-Lés. A maior aventura de mototurismo da Europa vai passar por Lagos, Évora, Guarda e Chaves entre 10 e 13 de junho.

andardemoto.pt @ 10-2-2020 13:27:44

Foi no Malibu Foz Hotel que a Federação de Motociclismo de Portugal finalmente revelou a totalidade dos locais que vão receber os milhares de motociclistas que participam no 22º Portugal de Lés-a-Lés. A apresentação oficial desta que é a maior aventura de mototurismo da Europa significou também a abertura das inscrições.

Já sabíamos que o próximo Lés-a-Lés iria começar em Lagos e terminar em Chaves, tendo como ponto de passagem a cidade da Guarda. Nesta apresentação, que teve Manuel Marinheiro, presidente da FMP, como anfitrião, ficámos também a saber que Évora será outro dos pontos de passagem desta edição que, depois de 2019, ruma ao interior de Portugal.

A caravana deverá ultrapassar as 2000 motos, muitas provenientes do estrangeiro, onde o Portugal de Lés-a-Lés conquista cada vez mais adeptos que, tal como os motociclistas portugueses, aproveitam este evento da FMP para ficar a conhecer Portugal por caminhos que evitam as habituais autoestradas ou SCUTS.

A demanda começa a 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com o Passeio de Abertura de 65 quilómetros a revelar tesouros do concelho lacobrigense, enaltecidos por Paulo Jorge Reis, vice-presidente da Câmara Municipal de Lagos.

Das grutas bem escondidas ao longo da costa e onde se chega apenas de barco ao ‘mercado dos escravos’, do Museu de Cera à Ponta da Piedade, para rumar ao centro de Lagos através de campos de golfe, ajudando a melhor perceber o contraste face aos dias seguintes.

De Lagos, junto aos baluartes da muralha, do mesmo local onde arrancou a edição de 2004, será dada também a partida para a 1ª etapa, no dia 11 de junho, feriado do Corpo de Deus, que levará a caravana até à histórica cidade de Évora.

Novidade guardada até à última hora, em tirada apresentada como “tranquila e bastante relaxada, com grande variedade de paisagens entre a serra de Monchique e as vastas planícies cerealíferas” cumprindo 300 quilómetros ao longo de cerca de 9 horas.

Entre condução e paragens nos muitos Oásis, tempo para conhecer o Autódromo Internacional do Algarve subir ao alto da Foia, descobrir a barragem de Santa Clara-a-Velha onde o rio Mira é represado bem perto da sua nascente, e a barragem do Monte da Rocha. Mas também vilas incontornáveis do mapa alentejano como Messejana, Aljustrel, Alfundão, Ferreira do Alentejo ou Alvito, com tempo para ver o deslumbrante santuário de Nossa Senhora de Aires. Pontos altos de um dia que termina em cidade que foi declarada pela UNESCO como Património da Humanidade, com palanque instalado na monumental Praça de São Francisco.


Surpresas guardadas nas páginas do livro de todas as revelações

No dia seguinte, 12 de junho, o ‘road-book’, livro que vai revelando toda a riqueza do percurso com a história dos locais atravessados e explicações sobre a fauna, flora ou etnografia locais, indicará o caminho entre Évora e a Guarda.

Cerca de 370 quilómetros entre a Ebora Liberalitas Julia do tempo dos romanos até à cidade dos 5 F’s – forte, farta, fria, fiel e formosa – num dia que Cecília Amaro, vereadora da edilidade egitaniense antevê como “um passeio altamente até à cidade mais alta de Portugal”.

Vimieiro, Avis e o seu belo centro histórico, Vale do Açor, Gavião, Belver ou Mação são alguns dos pontos que ajudam a traçar o mapa do dia, com algumas surpreendentes curiosidades pelo caminho como a ribeira de Sume. Designação dada a um troço da Ribeira de Sor que, em determinada altura desaparece literalmente debaixo do solo (fica sumida ou sume-se) naquela que é uma das maiores grutas graníticas da Península Ibérica.

Dia de contrastes com a passagem do Tejo, na ponte de Belver, construída em 1905, a funcionar como zona de transição entre o Alentejo e os pinhais e eucaliptais da região centro, fortemente atacados pelos incêndios dos últimos anos e onde é possível, com boa vontade e tempo, descobrir algumas das muitas casas de xisto que moldavam a imagem da região.

Tempo ainda para apreciar a homenagem feita pelos motociclistas da pequena aldeia de Tinalhas, recordando o santo padroeiro dos motociclistas, Arcanjo São Rafael, e evocando a memória do Padre Zé Fernando, bem conhecido de toda a comunidade motard.

Apoio espiritual para o resto da tirada por S. Vicente de Beira, atravessando o vale do Zêzere antes da subida para a Serra da Estrela, através de Unhais da Serra, com passagem pelos covões do Ferro e da Mulher antes da visita a Piornos e Manteigas em preparação para a chegada ao palanque montado junto aos Paços do Concelho.

Derradeiro dia do 22º Portugal de Lés-a-Lés, a 3ª etapa será a rainha da edição de 2020, com muitas curvas e sobe-e-desce constante ao longo de 350 quilómetros de paisagens grandiosas.

Com muitos carvalhais, soutos e outras árvores autóctones e quase nada de eucaliptos, o dia começa com a descida a Pinhel onde o presidente da autarquia, o dinâmico e bem conhecido motociclista Rui Ventura, promete receção à medida da grande aventura.


Tempo de recordar sensações da visita à Anta de Pêro do Moço, de conhecer um castanheiro gigante ou visitar Pinhel, a ‘Cidade Falcão’ recentemente eleita como a Cidade do Vinho 2020.

De vinhos e vinhedos muito se falará ao longo de uma jornada que passando o Vale do Coa, subirá à aldeia histórica de Castelo Rodrigo e depois a Barca d’Alva antes de descer até ao Douro Internacional. Freixo de Espada-à-Cinta, Mazouco, Mogadouro, barragem do Azibo, Podence e os famosos caretos que são Património Imaterial da Humanidade desde o ano passado, Torre Dona Chama e Segirei o outras visitas previstas antes de… internacionalização.

Momento agendado para Fervenza da Cidadella já na província espanhola de Ourense em saltinho ibérico com regresso à Lusitânia a tempo de conhecer o fenómeno da pedra bolideira ou o abandonado castelo de Monforte de Rio Frio.

Quase a completar o intenso périplo descerá então a caravana até à Aquae Flaviae dos romanos, rumo ao palanque final montado na histórica Ponte de Trajano, Chaves do contentamento de todos os aventureiros após três dias de viagem e descoberta pelas mais recônditas estradas nacionais e municipais desde Lagos. Com a certeza de que, em 2021, voltarão a Chaves para arrancar para mais uma edição do Portugal de Lés-a-Lés, rumo a terras algarvias.

Os participantes neste Portugal de Lés-a-Lés podem ainda contar com a ajuda da Agência Abreu na marcação de estadia nas várias cidades-etapa, e a segunda fase de inscrições decorrerá de 24 de fevereiro a 10 de maio, através do site www.fmp.pt, página onde já é possível consultar o regulamento do 22º Portugal de Lés-a-Lés.

andardemoto.pt @ 10-2-2020 13:27:44

Galeria de fotos


Clique aqui para ver mais sobre: MotoNews