Rali Dakar 2026: Prólogo - Canet brilha e Ventura o melhor português
Como previsto hoje, dia 3 de janeiro, começou a quadragésima oitava edição do Rali Dakar, sendo também a 8.ª consecutiva que se realiza na Arábia Saudita. Apesar de terem sido apenas 23 km de setor seletivo já deu para perceber que todos vão dar o seu máximo ao longo da prova.
andardemoto.pt @ 3-1-2026 16:32:26
O prólogo em Yanbu, região banhado pelo ao Mar Vermelho, serviu como aperitivo para os dias que seguem. Foram 23 km contra o cronómetro, sendo que todos os pilotos e equipas estão expetantes para ver também o que vão fazer os outros ao longo das 13 etapas e dos quase 8.000 km que marcam esta 48.º edição, que só vai terminar no próximo dia 17, novamente em Yanbu.
Na prática, este dia particularmente curto e não demasiado exigente, é o primeiro passo para que se comecem a definir posições e estratégias para os dias e etapas seguintes. Ainda assim, ninguém quer arriscar demasiado e deitar tudo a perder logo no começo, quando a preparação para o “Rali Mais Duro do Mundo” levou muitos meses a compor.
No total, alinham 118 motos, 73 viaturas da categoria Ultimate (T1), 46 camiões, 8 viaturas T2 (Stock), 38 protótipos Challenger (T3), 43 SSV (T4), 75 carros e 22 camiões no Dakar Classic, além de sete motos da Mission 1000 e um camião com motorização alternativa diesel/hidrogénio. Ou seja, um vasto pelotão com mais de 800 participantes, de 69 nacionalidades, distribuídos por 431 veículos, sem contar com os veículos de apoio ou de emergência.
Assim, cabe ao Rali Dakar iniciar a temporada das competições FIA e FIM World Rally-Raid Championship (W2RC). A prova tem um traçado novo, embora haja zonas já conhecidas, e ao contrário das edições anteriores, não há nenhuma etapa no temível Empty Quartier e acabou-se com a Etapa Maratona de 48 horas.
Participação Lusa
Ao longo da prova, vamos sempre dar maior ênfase às motos e, dentro destas, em particular às conduzidas pelos pilotos portugueses, mas não há como negar que a armada portuguesa é numerosa, em diferentes categorias, sem contar com elementos da organização ou nas equipas técnicas, como é o caso da Honda HRC liderada por Rúben Faria.
Nas motos, são quatro os concorrentes lusos: Bruno Santos em Husqvarna (#35, equipa Frutas Patricia Pilar), Nuno Silva, em KTM (#74, equipa Old Friends Rally Team), Martim Ventura numa Honda (#84, equipa Monster Energy Honda HRC) e campeão nacional em 2024 e ainda Pedro Pinheiro numa KTM (#116, equipa Old Friends Rally Team). Apenas Bruno Santos não é estreante, sendo esta a sua terceira participação.
Nos automóveis (T1 Ultimate) teremos João Ferreira (#240 Toyota Hilux), novamente com Filipe Palmeiro como navegador, integrado na equipa oficial Toyota. Participa ainda Maria Gameiro (#248 Mini), sendo a sua navegadora a espanhola Rosa Romero.
Nos veículos ligeiros, categoria T3 Challenger, participam as duplas Pedro Goncalves / Hugo Magalhães (#306) BBR Motorsport e Rui Carneiro / Fausto Mota (#321) MMP T3 Rally Raid G Rally Team.
Nos Side-by-Side (SSV), categoria T4 vai estar a dupla campeã mundial Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira (#400 Polaris), bem como Gonçalo Guerreiro / Maykel Justo (# 404 Polaris), João Monteiro / Nuno Morais (# 408 Can Am), a dupla Hélder Rodrigues / Gonçalo Reis (#417 Polaris), ambos já correram nas motos também no Dakar. Constam ainda João Dias / Daniel Jordão (# 424 Polaris), Bruno Martins/ Eurico Adão (# 438 Polaris), Rui Silva / Francisco Albuquerque (# 440 Polaris) e João Ré, como navegador do saudita Saleh Saleh (# 414).
Por último, nos camiões está inscrito o navegador Paulo Oliveira, que faz equipa com Alberto Herrero e Mario Sastre (# 623) Paulo Fiuza, com Vaidotas Zala e Max Van Grol (#604), João Lota, com Nuno Santos e Albert Vilaseca (#900) e, nos Clássicos, Luis Pires navegado pelo espanhol Mateu Riera Abellan (# 775).
Os melhores do dia nas motos
O australiano Daniel Sanders (#1), da Red Bull KTM Factory Racing, ostenta o número #1 e é ele o alvo a abater, depois da vitória em 2025, mas não foi dele a vitória no prólogo.
A surpresa do dia foi o jovem espanhol Edgar Canet (#73), de apenas 20 anos, na sua segunda participação (primeira na Categoria RallyGP) e a correr pela Red Bull KTM Factory Racing. Foi ele o vencedor de hoje com um tempo de 11min 31,9 sec.
Sanders teve que se contentar com o 2.º lugar, ficando a 3 segundos de Canet, uma diferença mínima e que nada revela sobre o que está para vir.
O terceiro lugar coube ao sempre muito rápido Ricky Brabec (#9). O norte-americano da Monster Energy Honda HRC já venceu a prova em 2020 e 2024 e ficou apenas a 5 segundos de Canet.
Performance dos pilotos lusos
Não há nenhum português no top
10, mas há que admitir que foi um dia positivo para os corredores lusos, além
de que continuam todos em prova.
Assim, o destaque vai para o estreante Martim Ventura (#84), a correr na Categoria Rally 2. Fez 21.º à Geral com 1 minuto e 5 segundos a mais que Canet e ficou em 8.º na sua Categoria.
O segundo melhor português foi Bruno Santos (#35), que terminou em 25.º lugar no Prólogo, a 1minuto e 12 segundos do líder.
O terceiro melhor português em prova foi Pedro Pinheiro (#116) que terminou o prólogo no 66.º lugar, com mais 3 minutos e 22 segundos que o jovem Canet.
Finalmente temos Nuno Silva (#74), que encerrou o prólogo na 80.ª posição, com mais 4 minutos e 30 segundos que Canet.
Depois de um prólogo rápido, mas exigente, será amanhã que a prova começa verdadeiramente.
A primeira etapa da prova, com início e fim também em Yanbu e um percurso do tipo circular, vai ser dura: vão ser 518 km, dos quais 305 km são de Especial, com trilhos muito pedregosos.
Fonte: Dakar.com
andardemoto.pt @ 3-1-2026 16:32:26
Clique aqui para ver mais sobre: Esportes