Michelin MotoGP - Nova época, novos pneus

Os pneus MICHELIN Power Slick estreiam novas composições químicas para a temporada de 2024 do MotoGP.

andardemoto.pt @ 8-2-2024 16:53:32

Os primeiros treinos do Campeonato do Mundo FIM de MotoGP 2024, que decorreram de 6 a 8 de fevereiro no circuito de Sepang (Malásia), assinalaram o início de uma nova época emocionante e promissora. 

Até novembro, os 22 pilotos competirão em 21 ocasiões diferentes, em circuitos espalhados pelo mundo nos Estados Unidos, Ásia, Oceânia, Médio Oriente e, claro, Europa. Traçados muito diversos, cujas caraterísticas representam um desafio para os engenheiros da Michelin, encarregados de desenvolver uma gama de pneus capaz de responder a exigências extremas, independentemente das condições meteorológicas, topografia ou velocidade do circuito, tipo de asfalto e número de curvas. 

Os novos pneus Michelin para esta época 2024 exigiram meses de desenvolvimento. Para as equipas, não se trata de uma novidade, pois os seus pilotos tiveram oportunidade de testar os pneus e validar o seu desempenho ao longo da temporada anterior. Estas novas composições marcam o início de uma outra mudança.


Em 2025, a Michelin lançará um novo pneu para o campeonato de MotoGP, desta vez com uma nova estrutura. É importante para a Michelin que as suas gamas destinadas à mais alta competição evoluam para melhor apoiar os seus parceiros, e começar pelas composições é o melhor caminho. 

Relativamente ao pneu dianteiro, este apresenta muitos elementos novos na sua composição, resultado de um novo processo de mistura. De um modo geral, os pneus de 2024 são significativamente mais rígidos do que os da temporada anterior, para melhor responder às crescentes forças exercidas sobre a roda dianteira,.Tanto em curva como em travagem.

Quanto ao pneu traseiro, a Michelin também utilizou novas tecnologias, cada vez mais inovadoras, tanto em termos de componentes como de técnicas de mistura. O objetivo é obter um desempenho mais regular e reduzir o desgaste ao longo das voltas. 


As composições de borracha dos pneus dianteiros e traseiros têm fórmulas diferentes e utilizam métodos de fabrico distintos. 

Vai também haver uma redução na alocação de pneus para cada corrida, pois tal como em todas as disciplinas motorizadas em que participa, a Michelin desenvolve soluções tecnológicas e logísticas com um espírito de eficiência e proteção ambiental. 

Mantiveram-se as medidas adotadas em 2023 quanto à redução do número de pneus permitidos por fim de semana de corrida. "Menos pneus usados significa reduzir as matérias-primas necessárias e utilizar menos logística, menos montagem e desmontagem e menos reciclagem", sublinha Piero Taramasso, responsável pelos programas de competição de duas rodas da Michelin. 



"Na temporada passada, vimos que o desempenho e a versatilidade dos nossos pneus permitiram aos pilotos proporcionar um espetáculo de alto nível. Utilizar menos pneus, reforçando ao mesmo tempo a sensação de competição e aumentando o nível de desportivismo, permite-nos dar mais um passo em direção a uma competição mais sustentável e responsável. É um verdadeiro sucesso, fruto do compromisso inabalável das equipas da Michelin Motorsport". 

Para os eixos dianteiro e traseiro, a Michelin voltará a oferecer este ano 3 composições: Macio, Médio e Duro, dentro de um catálogo com até 7 opções, do mais macio ao mais duro, dependendo das características do circuito e das circunstâncias meteorológicas. 

Para cada fim de semana de corrida serão selecionadas 3 especificações de pneus para a roda dianteira e 2 para a traseira, normalmente uma combinação de Macio-Médio ou Médio-Duro. 


A cada piloto serão atribuídos 15 pneus dianteiros (5 de cada composição) e 12 traseiros (7 da composição mais macia e 5 da mais dura). Quanto aos pneus de chuva, a alocação é sempre de 6 pneus dianteiros e 7 traseiros, em duas especificações: Macio e Médio. 

A partir desta alocação, cada piloto poderá utilizar um total de 10 pneus dianteiros e 12 traseiros a cada fim de semana. 

Graças a esta distribuição, em três anos a Michelin conseguiu reduzir em 1.400 o número de pneus utilizados durante uma temporada. Esta redução resulta da observação dos pneus realmente utilizados, visando racionalizar a produção, otimizar o stock e, consequentemente, proteger o ambiente. 

A maioria dos pneus traseiros são assimétricos, ou seja, utilizam dois compostos mais ou menos reforçados dependendo do número de curvas à direita ou à esquerda de cada circuito, enquanto os dianteiros são quase sempre simétricos. 

Existem apenas três exceções de utilização de pneus dianteiros assimétricos na temporada: nos circuitos de Sachsenring (Alemanha), Phillip Island (Austrália) e Valência (Espanha). Nestes casos, a banda de rodagem é composta por dois compostos diferentes numa proporção de um terço para dois terços. 

É de salientar que em Sokol (Cazaquistão) e Aragão (Espanha), dois circuitos novos ou que regressam ao campeonato, a Michelin disponibilizará aos seus parceiros uma especificação adicional de pneus para a frente e para trás. Os pilotos terão assim um leque mais alargado de opções de pneus para os seus testes e afinações, aumentando o nível de desempenho e também a segurança.

andardemoto.pt @ 8-2-2024 16:53:32


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