Teste Honda X-ADV (2021) - Mobilidade radical

A Honda subiu ainda mais o nível de prazer que a sua moto-scooter proporciona. Apta para ir a qualquer lado com imenso conforto e segurança, esta Honda exclusiva está mais moderna e ecológica.

andardemoto.pt @ 16-3-2021 07:55:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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Honda X-ADV 2021 | Moto | On/Off Road

Confesso que vou ter que me esforçar para manter uma razoável isenção jornalística ao escrever este teste. A Honda X-ADV é uma daquelas motos, ou scooters, que me seduz e me deixa com uma vontade quase irracional de lhe saltar para cima.

Frequentemente referida como o primeiro SUV do mundo das motos, a X-ADV foi uma ideia genial da Honda que, depois de ter concebido uma scooter que parecia uma moto, quando criou a Integra, apostou em subir a parada e transformar essa mesma scooter numa moto de aventura. Para 2021 a Honda refinou a X-ADV, tornando-a mais leve, mais potente, mais prática e ainda mais aventureira.

O motor viu aumentada a potência em 4 cavalos e o regime máximo em 600 rotações por minuto, mantendo um desempenho excelente a médios regimes. Por seu lado, o acelerador eletrónico oferece uma resposta direta ao punho, e conta agora com quatro modos de condução pré-definidos e ainda outro modo completamente personalizável nos parâmetros ABS, controlo de tracção, potência e travão motor.

Os modos Standard, Sport, Rain e Gravel podem ser selecionados em andamento e adaptam todos os parâmetros automaticamente, de forma ideal, e em todos eles a sonoridade do motor é bastante interessante. 


A caixa de velocidades com embraiagem DCT viu as suas relações finais mais desmultiplicadas para melhorar o consumo. A Honda anuncia valores de 3,6 litros aos 100, mas em modo Andar de Moto registei valores ligeiramente superiores a 5 litros. 
O quadro foi redesenhado, ficando 1 quilo mais leve, utilizando tubos de aço de diversos diâmetros para otimizar o peso e o espaço de arrumação iluminado, que permite agora guardar debaixo do assento um capacete de grande tamanho, sobrando ainda lugar para as luvas e mais umas coisinhas. Aí podemos encontrar também uma tomada USB. 

A recolocação do travão de estacionamento (sim, porque a caixa de velocidades de embraiagem dupla, a DCT, não fica engrenada com o motor desligado), agora colocado no guiador do lado direito, também deixou espaço no escudo frontal para um pequeno porta luvas, que infelizmente não tem tomada eléctrica.

A travagem mantém-se referencial, potente e bastante doseável e a suspensão continua irrepreensível com um excelente compromisso entre afinação desportiva e conforto.

Ao nível do equipamento a diferença é pouca, mas substancial. O novo painel de instrumentos com 5 polegadas, em TFT a cores, personalizável e extremamente legível, com muita informação facilmente acessível, incluindo direções de navegação curva a curva, é a grande estrela.

Mas existem outros pormenores que ajudam a aumentar a segurança e o conforto, como as luzes diurnas em LED de alto brilho, piscas auto-canceláveis, luzes de aviso de travagem de emergência, sistema keyless, punhos aquecidos, conectividade por bluetooth, comandos por voz e completa integração com o smartphone e intercomunicadores.

Inacreditavelmente, e tal como já tinha referido há poucos dias, quando testei a nova Forza 750, que partilha a mesma base da X-ADV, a Honda também chegou à conclusão de que o cruise control era desnecessário. Enfim… a verdade é que não há motos perfeitas!



A ergonomia também foi revista e, graças a um assento redesenhado e uma zona entre as pernas mais estreita, é agora mais fácil subir e descer da X-ADV, assim como conduzir em pé. 
Apenas a proteção aerodinâmica ficou escassa. Apesar do ecrã pára-brisas ser regulável em altura em cinco posições e ser bastante eficaz a desviar o ar por cima do capacete sem criar grande turbulência, deixa os ombros bastante desprotegidos e a sua regulação, que não necessita de ferramentas, não pode ser feita em andamento.

A carenagem frontal, que inclusivamente tem uns elegantes defletores em acrilico fumado, não consegue proteger com eficácia os joelhos e os pés, que ficam ligeiramente à mercê da intempérie.

Esteticamente a nova X-ADV mostra-se mais atrativa e moderna, com linhas mais limpas, parecendo mais esguia, mais leve e mais baixa, podendo ainda ser personalizada com produtos da alargada gama de acessórios da marca. Pequenos pormenores, como o logo do modelo iluminado dentro das ópticas, elevam o requinte e aumentam a exclusividade.
Dinamicamente a X-ADV permanece igual a si própria e ninguém fica indiferente aos seus predicados. A boa resposta do motor, a direção incisiva, a grande agilidade na mudança de direção, a grande estabilidade em curva, a travagem potente, a suspensão firme mas confortável e o grande angulo de inclinação lateral, são os aspetos que mais saltam à vista.
No entanto não se pode negar a praticidade do DCT que torna a condução extremamente interessante, sendo também uma mais-valia para o passageiro, que assim não sofre os abanões normalmente provocados pela troca de relações de uma caixa de velocidades convencional. Estes são argumentos que tornam a condução em asfalto extremamente gratificantes.

A qualidade de construção é excelente, com acabamentos cuidados, destacando-se os painéis, bem acabados e perfeitamente encaixados, a cablagem eléctrica, muito bem arrumada, e materiais de grande qualidade que se reflete na ausência de ruídos parasitas.

Um dos pontos menos positivos da Honda X-ADV é o seu peso, que em ordem de marcha regista mais de 230 quilos, e que em certas situações torna difícil manobrar à mão. Mas mal se começa a andar a X-ADV mostra-se extremamente leve e não se dá mais pelo seu peso.

É uma moto verdadeiramente polivalente, que tanto serve para transporte diário, como para praticar mototurismo a dois, ou até mesmo partir à descoberta por maus caminhos. Destaca-se pelo seu aspeto de aventureira e pelo seu preço que a tornam numa moto (ou scooter) realmente exclusiva.

Durante os dias que andei com a nova X-ADV, fui abordado por dois proprietários de versões anteriores deste modelo, que fascinados com as novas linhas e com a nova cor cinza da unidade de teste que pode ver nas fotos, queriam saber a minha opinião.

Um deles confessou que já tinha feito negócio e que estava a desesperar, à espera que este novo modelo chegue aos concessionários. O outro queria apenas saber se valia a pena trocar a sua, por uma das novas… claro que mal viu o novo painel de instrumentos e como funcionam os modos de condução, ficou imediatamente rendido e confessou, num misto de alegria, desespero e tristeza, que ia ter problemas em casa! 


Na cidade sobressai a genica do motor nos arranques, a grande brecagem, a razoável altura livre ao solo e o conforto proporcionado pelas suspensões, enquanto que o DCT faz esquecer a necessidade de meter mudanças e operar a embraiagem, com a vantagem de, cada vez que se pára, a primeira velocidade ficar automaticamente engrenada, bastando depois apenas acelerar para começar a andar.

Mas em qualquer pista de terra, e mesmo em alguns trilhos, a X-ADV revela-se igualmente eficaz, permitindo andamentos muito rápidos e transmitindo sempre muita confiança, sobretudo com a ajuda das peseiras de off-road opcionais (que agora fazem parte do catálogo de acessórios da Honda, e que podem ser instaladas sem problema, pois já estão homologadas pelo fabricante). Beneficia-se também do guiador amplo e do desafogado posto de condução, que facilita manobrar a baixa velocidade.

E se já deu consigo a procrastinar o seu próximo passeio na sua grande e volumosa moto de aventura, então talvez não fosse má ideia pôr os preconceitos de lado, e ir a um concessionário Honda fazer um test ride e ver por si, como a X-ADV é um verdadeiro caso de mobilidade radical que o/a pode levar facilmente e com muito prazer a qualquer lugar.

Veja a Honda X-ADV em pormenor:

Equipamento:

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Honda X-ADV 2021 | Moto | On/Off Road

andardemoto.pt @ 16-3-2021 07:55:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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