Teste Yamaha NMax 125 – A scooter urbana desportiva

A nova Yamaha NMax 125 é uma das mais sérias candidatas a destronar a líder de vendas Honda PCX. Mas será que a scooter urbana desportiva da Yamaha tem o que é preciso para nos impressionar?

andardemoto.pt @ 12-4-2021 19:53:37 - Texto: Bruno Gomes

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Yamaha 2021 NMAX 125 | Scooter | Urban Mobility Scooters

Se é verdade que a líder de vendas Honda PCX 125 tem sido uma incontestável “rainha” dentro do segmento scooters 125 cc, também não deixa de ser verdade que a proposta da Honda tem cada vez mais rivais de peso que ameaçam o seu trono.

Em 2021, uma das principais ameaças à PCX é a nova Yamaha NMax 125, a scooter urbana e desportiva da casa de Iwata que se renova de uma forma mais profunda do que a sua estética quase inalterada pode levar a acreditar.

Para conseguirmos perceber ao certo o que vale a nova NMax 125, e a convite da Yamaha Portugal, passámos um dia aos comandos da scooter japonesa. O cenário para este primeiro contacto foi a cidade de Lisboa, que depois de largas semanas sem trânsito excessivo, regressou ao “caos” habitual.

A Yamaha NMax 125 não teria por isso vida facilitada.

Numa era de Covid, em que a mobilidade urbana pessoal se torna tão relevante num contexto de pandemia, a nova NMax 125 integra a gama MOVE da Yamaha. Basicamente estamos a falar da totalidade de scooters da marca japonesa, sendo que a NMax faz parte das propostas de Urban Mobility.


Estas são as scooters mais relevantes em termos de números de vendas, e de facto a NMax 125 rapidamente alcançou uma performance muito relevante no mercado nacional. Aliás, basta perder alguns, poucos, minutos a observar os estafetas que trabalham para a Uber Eats ou a Glovo, e rapidamente contamos uma grande percentagem deles a conduzir uma NMax.

Como proposta de entrada de gama com “feeling” premium, a Yamaha NMax 125 representa 60% das vendas de scooters da Yamaha na Europa. Era por isso necessário manter este modelo atualizado perante a renovada Honda PCX 125 e outras propostas do segmento.

E, para 2021, a realidade é que apesar de permanecer muito semelhante em termos de design, a nova NMax 125 apresenta-se bastante renovada.

Para além de se apresentar ao serviço com um “look” refrescado, graças à utilização de ótica dianteiras em LED, uma traseira redesenhada para se assemelhar às mais desportivas XMax, e com as carenagens a apresentarem interessantes soluções práticas, principalmente ao nível da proteção em caso de queda – tanto na dianteira como na traseira as carenagens são mais salientes para proteger o conjunto em caso de queda – grande parte dos seus componentes mecânicos e de ciclística foram alvo de atenção especial por parte dos engenheiros Yamaha.


Um olhar mais profundo e encontramos um novo quadro, mais rígido, que garante mais espaço e conforto para o condutor na zona dos pés, afinações e soluções técnicas novas ao nível das suspensões, e mais tecnologia que permite aos condutores usufruir da NMax 125 em segurança e em qualquer ambiente.

Mas como em todos os veículos de duas rodas, no caso da Yamaha NMax 125 o seu coração é o ponto central onde nos focamos.

O motor monocilíndrico foi profundamente revisto para este ano. Cumpre as normas Euro 5 graças a uma nova cabeça de cilindro, válvulas de admissão de maior diâmetro (20,5 mm), um aumento na taxa de compressão para 11.2:1, enquanto o cilindro conta com revestimento DiASil.

Num motor que conta com sistema VVA, que permite à NMax 125 alterar o tempo de abertura da admissão, a potência máxima é de 12 cv às 8.000 rpm enquanto o binário máximo de 11,2 Nm é atingido às 6.000 rpm.

O sistema VVA altera efetivamente a forma como o motor funciona. Abaixo das 5.500 rpm utiliza um perfil de árvore de cames que beneficia a aceleração e resposta a baixos regimes, sendo que assim que as rotações sobem para as 6.000 rpm o VVA entra em ação, engata um perfil de cames mais agressivo, e o motor da NMax passa a respirar melhor nos regimes mais elevados.



Em condução torna-se quase imperceptível perceber quando é que o motor está a utilizar determinado perfil de cames. A suavidade com que os componentes mecânicos se alteram é impressionante, e apenas uma sonoridade mais vincada que emana da ponteira de escape, de design bem integrado no conjunto, assinala que estamos para lá das 6.000 rpm.

O motor mostra-se sempre pronto a corresponder aos nossos desejos. Com o acelerador com o “peso” certo para uma scooter urbana, a subida de rotações acontece de forma linear, uma progressividade que se mantém até mesmo ao limite das rotações sem que se notem “soluços” na entrega de binário.

Para aqueles que gostam de levar a scooter ao limite, a Yamaha introduz nesta nova geração da NMax 125 um sistema de controlo de tração. Admito que numa scooter 125 cc de 12 cv de potência um controlo de tração pode ser considerado como um “overkill”. Ainda há poucos anos havia superdesportivas que não tinham um sistema destes!

Mas a realidade revela que o controlo de tração da NMax 125 está lá para ajudar os menos experientes a explorar as capacidades dinâmicas de um conjunto leve, de apenas 131 kg a cheio. Nos pisos mais degradados ou irregulares de Lisboa, particularmente na zona histórica, e apesar de nunca me ter apercebido da entrada em funcionamento do TCS, foi reconfortante saber que podia contar com a sua ajuda para manter a aceleração e a traseira sob controlo.


Mas as novidades no motor não se ficam por aqui! Para 2021 o monocilíndrico conta com um inovador sistema gerador / motor de arranque. Este sistema, para além de ajudar na redução de peso, mantém o motor mais simples pois dispensa a utilização de mais carretos, com o gerador / motor de arranque a atuar diretamente na cambota.

Outro benefício agradável deste sistema é a entrada em funcionamento do motor. Com o motor na temperatura considerada ideal, o sistema de “Stop & Start” entra em funcionamento assim que paramos num semáforo, por exemplo. Basta um pequeno rodar do punho direito e o motor acorda rapidamente. Sem vibrações, sem tempos de espera. E isso deve-se a este novo sistema da Yamaha.

Conforme já referi, a nova Yamaha NMax 125 conta com um novo quadro tubular. A principal característica desta estrutura que suporta todo o conjunto é a sua maior rigidez estrutural. Com isso, e se contarmos com as novas afinações das suspensões, nomeadamente dos dois amortecedores traseiros, torna-se fácil conduzir a NMax.


A rapidez com que responde aos nossos movimentos é apenas equiparada à rapidez com que trava! O sistema de travões de disco, um por eixo, é muito bom, com uma potência sempre disponível na manete e de grande progressividade, o que por sua vez maximiza a confiança.

É possível inclinar a NMax bem para lá do que habitualmente necessitamos em ambiente urbano, com uma boa distância livre ao solo. Convém relembrar que a NMax utiliza jantes de 13 polegadas, pelo que a agilidade é favorecida em comparação com a estabilidade, e mesmo a absorção dos impactos, embora melhor, revela-se ainda algo limitada no eixo dianteiro.

Fora da cidade o motor sofre um pouco para se manter dentro da faixa de rotações em que melhor respira, até porque a proteção aerodinâmica é pouca, e isso acaba por influenciar, negativamente, a velocidade atingida em estrada aberta, penalizando também nos consumos médios que neste contacto rondaram os 2,5 litros.

O maior espaço na plataforma de facto confirma-se, e mesmo para condutores de maior estatura a NMax 125 mostra-se acolhedora, com bastante espaço para as pernas, e um assento confortável. Debaixo do assento o espaço para arrumação também aumentou, ainda que pouco. A Yamaha afirma que no compartimento debaixo do assento cabe um capacete integral de tamanho XL.

Na realidade é preciso algum esforço para encontrar um capacete integral que caiba sem forçar. Por exemplo o Shark Evo-One 2 que utilizei neste teste impediu-me de fechar o assento.



Em termos de conveniência e arrumação, convém também referir que os dois pequenos compartimentos na consola central são práticos de usar, mas não têm fechadura. Por outro lado, tenho de dar nota 10 ao sistema “keyless”, pois a NMax 125 reconhece rapidamente a chave e sem demora rodamos a ignição e colocamos a scooter em funcionamento.

Por último, e este é um detalhe para os motociclistas mais adeptos de tecnologia, ou “geeks”, a Yamaha adiciona ao equipamento de série da NMax 125 um simples sistema de conexão entre a scooter e o telemóvel. O sistema é bastante básico pois não permite atender ou controlar algumas funções do telemóvel em andamento.

Mas através do ecrã LCD, de aspeto redesenhado, encontramos avisos de chamadas ou SMS. Um detalhe que permitirá perceber rapidamente se alguém nos está a contactar, e assim podemos responder mais rapidamente às chamadas e evitar dissabores.

Veredicto Yamaha NMax 125


Termino este teste da mesma forma que o comecei: será que a nova Yamaha NMax 125 tem o que é preciso para nos impressionar?

Depois de um dia aos seus comandos em Lisboa, e embora desejasse um contacto mais prolongado para aferir todas as suas capacidades dinâmicas, posso afirmar que a nova geração desta scooter urbana desportiva está melhor, mais bem equipada, e mais tecnológica do que nunca.

O motor continua a ser muito bom, com benefícios ao nível do funcionamento graças ao VVA que permite manter o monocilíndrico sempre reativo, seja qual for o regime de rotação. Os consumos são relativamente contidos, isto se formos dóceis com o acelerador, e as vibrações são quase nulas.

Com bom espaço para o condutor, uma qualidade de construção acima da média, e uma dinâmica sólida, ágil e que maximiza a confiança, a adição de um sistema de controlo de tração é bem-vinda, assim como o sistema de ignição “keyless”.

A nova NMax impressiona. Se agora tem o que é preciso para destronar a líder de vendas Honda PCX 125 apenas um comparativo vai acabar com as dúvidas. Mas em 2021, a verdade é que a NMax 125 apresenta-se como a rival mais ameaçadora para o reinado da PCX.

Galeria de fotos Yamaha NMax 125

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Yamaha 2021 NMAX 125 | Scooter | Urban Mobility Scooters

andardemoto.pt @ 12-4-2021 19:53:37 - Texto: Bruno Gomes


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