Teste BMW R nine T Urban G/S Edition 40 Years GS - Aventura Retro

A BMW R nineT Urban G/S apresentada no nosso mercado em 2017, tem sido uma das mais desejadas motos da gama Heritage da marca bávara. Agora teve direito a uma edição especial 40 Years GS.

andardemoto.pt @ 10-8-2021 01:24:38 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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BMW R nineT Urban G/S - Edição 40 Years GS | Moto | Heritage

A Urban G/S que agora aqui lhe trago, nesta versão do 40º aniversário da GS, com o seu distinto esquema cromático em preto e amarelo, tem as suas linhas inspiradas nas da mítica R80G/S dos anos 80, vencedora do Rali Dakar por 3 vezes (1981, 1983 e 1984), que também já foi alvo da nossa atenção nestas páginas (clique aqui para ler o artigo).

A R nine T Urban G/S é muito mais do que um exercício de estilo, ou uma evocação histórica sendo, acima de tudo, uma moto confortável, espaçosa, divertida de conduzir, eficaz em qualquer tipo de utilização e dona de uma qualidade de construção assinalável.

As suas linhas, fortemente marcadas pelo guarda-lamas frontal generoso e elevado, e pelo pequeno apêndice aerodinâmico que envolve o farol, são realçadas por um esquema cromático que é uma homenagem às primeiras e lendárias motos de enduro de viagem da BMW Motorrad, nomeadamente a R 100 GS, cujos destaque marcantes fazem lembrar claramente a máquina que no passado ficou conhecida como “Bumblebee” pelos apontamentos de cor amarela realçados pela cor negra do quadro (que fazem lembrar uma abelha - Bumblebee), pelo motor e pelo paralever, o conjunto que incorpora o monobraço oscilante e o veio de transmissão.

A sua ergonomia perfeita, promovida por um guiador largo e muito espaço para o condutor poder manobrar, a par com a relativa pouca altura ao solo e com a grande leveza e sensibilidade dos comandos, tornam-na muito fácil e agradável de conduzir.

Tal como a R nine T original, que remonta a 2013, a Urban GS aproveita o motor boxer de 8 válvulas e de dupla árvore de cames à cabeça, acionadas por corrente, que deu à R1200GS a sua fama de incansável e fiel aventureira.

O motor bicilíndrico boxer, refrigerado a ar, de 1170cc e já com homologação Euro5, debita uns muito saudáveis e solícitos 109 cv de potência máxima a partir de um binário de 116Nm, que é assistido por uma caixa de velocidades de funcionamento irrepreensível, que transporta o prazer de condução para outro nível. A tudo isto, acresce a inspiradora sinfonia emitida pelo escape Akrapovic de dupla ponteira, e a perfeita resposta do motor ao acelerador. 


O pacote electrónico inclui dois modos de condução, um normal e outro para chuva, que diminui a entrega de potência e, à semelhança das suas irmãs mais potentes, conta com o sistema de corte da alimentação sob forte travagem, para evitar qualquer percalço em situações de emergência. O pack Confort instalado nesta unidade ainda oferecia a conveniente função de Cruise Control.

Na ciclística, o quadro modular que utiliza o motor como elemento estruturante garante uma rigidez inabalável, a par com o excelente desempenho das suspensões, que oferecem um curso de 125mm na frente e 140mm na traseira.

Nesta versão, a forquilha invertida típica das R nine T foi, por razões óbvias, substituída por uma forquilha convencional, provida de foles na zona onde as bainhas entram nas jarras, de forma a aumentar a longevidade e a eficácia, quando se lhe exigir que conviva com caminhos de piso menos regular.

E, não sendo uma moto vocacionada para o Offroad, permite umas escapadelas bastante revigorantes por caminhos de terra, sobretudo se for equipada com pneus cardados.



Até porque, com a mais-valia do sistema de transmissão final por veio, não obriga a manutenção frequente nem a cuidados especiais depois de andar na terra.

As jantes, de raios cruzados, sendo que a dianteira é de 19 polegadas, incentiva os mais aventureiros a fazerem-se ao caminho, sem necessitarem do asfalto para nada. Para isso, também contam os poisa pés e o pedal do travão traseiro serrilhados, para garantir uma perfeita aderência das botas, sobretudo em ambientes escorregadios.

A Urban G/S apresenta uma travagem referencial, potente e muito doseável, a cargo de material Brembo, em ambos os eixos, com discos de 320mm e pinças monobloco de 4 pistões na roda dianteira. Convenientemente o ABS, assistido por unidade de medição de inércia, pode ser desligado. 


Se é certo que na ficha técnica a Urban G/S acusa uns expressivos 223kg, também é certo que o seu centro de gravidade, extremamente baixo graças à configuração “boxer” do motor, mitiga esse facto, enquanto que proporciona uma elevada confiança em pisos firmes e em manobras a baixa velocidade.

O painel de instrumentos, de inspiração retro, apesar de minimalista consegue transmitir toda a informação básica necessária a uma utilização normal, e além das funções essenciais de conta-quilómetros e totalizadores parciais, informa sobre as horas, a mudança engrenada, a autonomia, o consumo e a velocidade média. 


Dependendo do espírito do condutor, o consumo varia bastante, e os 17 litros de capacidade do depósito de combustível, que inclui uma reserva de 3,5 litros, garantem uma autonomia teórica que pode variar entre os 300 quilómetros anunciados pela marca (em modo WMTC) e os cerca de 200 que registei durante o teste.

Sendo completamente incapaz de resistir ao desempenho do boxer, e aos arranques 0-100 km/h em menos de 4 segundos que ela proporciona, claro que não fiquei admirado com estes valores.

A Urban G/S tem uma velocidade máxima que ronda os 200km/h, e considerando a escassa protecção aerodinâmica, isso faz todo o sentido. Até porque, importante mesmo, é a rapidez com que se lá chega, e nisso ela não nos desilude minimamente, já que o motor sobe de rotação com extrema facilidade ao longo de toda a faixa de rotação.


Mas a Urban G/S é sobretudo uma moto polivalente, sendo também uma opção muito viável para viajar. Sobretudo a solo! E com muito estilo.

Permite uma utilização urbana diária, já que a excelente brecagem ajuda imenso a escapar aos engarrafamentos, enquanto que a boa altura livre ao solo permite subir e descer facilmente passeios e até mesmo degraus. O conforto da suspensão, é outro dos grandes argumentos, pois permite ultrapassar os pisos degradados das nossas cidades sem qualquer dificuldade.


Confortável, ergonómica, ágil e fácil de manobrar, com um motor bastante elástico e os comandos dóceis, permite longas tiradas em qualquer tipo de condução e por qualquer caminho. Apenas a intempérie pode estragar os planos de qualquer aventureiro, já que a escassa protecção aerodinâmica vai-se fazer sentir, sobretudo a baixas temperaturas, ou sob chuva intensa.

A versão aqui testada, que incluia acessórios extra, nomeadamente alguns da exclusiva gama Option 719, ronda os 19.000 euros. Um preço a pagar por uma clássica moderna exclusiva que oferece um prazer de condução muito elevado.


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BMW R nineT Urban G/S - Edição 40 Years GS | Moto | Heritage

andardemoto.pt @ 10-8-2021 01:24:38 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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