Teste Triumph Bonneville Street Twin - Street Queen

Divertida, competente, estilosa e económica! Uma moto polivalente e fácil de conduzir, que se revela realmente uma rainha da estrada!

andardemoto.pt @ 19-8-2021 12:00:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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Triumph Street Twin | Moto | Classics

Acho que a Triumph podia ter arranjado uma denominação mais realista para esta sua Bonneville! Street Queen seria muito mais apropriado.

Inspirada nas linhas da consagrada Bonneville T100, a Street Twin apresenta pormenores de design que lhe proporcionam o mesmo aspecto nostálgico e a posicionam como uma das mais apetecíveis “clássicas modernas” do mercado.

Renovada para 2021, a Bonneville Street Twin tem sido um sucesso dentro da gama Bonneville, com mais de 30.000 unidades vendidas globalmente desde o seu lançamento em 2016.


Uma popularidade perfeitamente justificada seja pelos seus atributos dinâmicos e estilísticos, bem como pela facilidade com que cada motociclista a pode personalizar a seu gosto, graças a uma gama com cerca de 120 acessórios oficiais da marca. 

Pode ficar a conhecer todas as novas especificações da gama Bonneville da Triumph se clicar aqui.

Mal nos sentamos nesta Bonneville Street Twin somos como que transportados para um mar de felicidade e encanto. Claro que, para quem as motos se medem aos cavalos e são reduzidas a números de uma ficha técnica, esta Speed Twin é extremamente modesta, mas para quem aprecia uma moto sobretudo pela mobilidade e prazer de condução que proporciona, então o caso muda de figura.

Durante os dias que pude desfrutar da sua companhia, a Street Stwin revelou-se uma moto extremamente polivalente, segura e extremamente fácil de conduzir.

Competente em ambiente urbano, onde a resposta pronta do seu motor garante arranques vigorosos, a eficácia da suspensão alisa os pisos mais degradados e a grande brecagem garante uma agilidade bastante acima da média, a mais modesta das Bonneville mostrou-se igualmente competente em estrada, desde que não se lhe exija que tenha prestações iguais às de uma superbike.

No entanto, o binário consistente, com 80Nm disponíveis ainda abaixo das 4.000 rpm, e a alegria com que o motor bicilíndrico High Torque de 900cc sobe de rotação, a par com uma ciclística sólida e equipamento de muita qualidade, permitem fazer passeios bastante agradáveis, com ou sem passageiro, tampouco desiludindo em qualquer escapadinha terapêutica.



A configuração típica do bicilíndrico paralelo, com um ângulo de cambota de 270°, contribui para uma banda sonora muito interessante, potenciada pela dupla ponteira de escape, e a eletrónica confere uma resposta perfeita ao acelerador a qualquer regime.

Por falar nela, o único senão da eletrónica (que é comum a toda a gama) é o compasso de espera que faz, sempre que se pretende dar arranque ao motor, e que deixa o condutor à espera, durante escassos segundos é certo, enquanto faz o diagnóstico do sistema, mas que em dias de ânimo mais exasperado, pode ser bastante irritante!

Cabe aqui um destaque para a caixa de cinco velocidades, extremamente suave e precisa, e para a embraiagem que, graças à sua especificação “slip & assist”, proporciona um accionamento muito leve da manete, além de uma grande confiança nas reduções mais bruscas, mitigando o bloqueio da roda traseira em caso de excesso de binário negativo.

Os comandos leves e agradáveis ao toque, a precisão da direção, o centro de gravidade bastante baixo, que disfarça bastante um peso em ordem de marcha declarado de 216 kg, e o assento a apenas 765mm do solo, posicionam-na como uma excelente opção para os motociclistas de estatura mais baixa, bem como para os menos experientes.

A posição de condução é muito ergonómica, o painel de isntrumentos é muito legível e agradável, contendo informação mais do que suficiente, a suspenção é confortável mas firme, sobretudo graças à forquilha de 41mm de diâmetro, a visibilidade proporcionada pelos espelhos retrovisores é muito boa e os comandos estão bastante bem colocados, factores que aumentam ainda mais a confiança e o encanto que todo o conjunto transmite.

A travagem revela-se potente e muito doseável, apesar do único disco de travão dianteiro, uma peça com instalação flutuante, com 310mm de diâmetro, mordido por uma pinça convencional Brembo de 4 pistões. Quando acontece, o ABS intervém de forma bastante discreta.

Como é característico da marca, a qualidade de construção é muito elevada, contando com pormenores em alumínio maquinado, com acabamento escovado, linha de escape e ponteira fabricadas em aço Inox, que contrastam com o motor e outras peças pintadas em negro, iluminação integral em LED, encaixes perfeitos e uma solidez impressionante, que se expressa pela total ausência de ruidos e vibrações parasitas.

Tudo isto se reflete na suavidade de funcionamento e, consequentemente, no prazer de condução.


O depósito de combustível, com uma capacidade de 12 litros, evita frequentes idas à bomba já que o consumo extremamente regrado (o fabricante anuncia 4,1 l/100km que na prática se traduzem em valores ligeiramente abaixo dos 5 l/100km) permite autonomias a rondar os 200 quilómetros.

Outro aspecto em que a Triumph também facilita a vida aos seus clientes e que também representa uma garantia sobre a qualidade de construção, são os intervalos de manutenção a cada 16.000 quilómetros.

Claro que, para levar esta intemporal rainha da estrada para casa, vai ter que desembolsar, pelo menos e caso resista à gama de acessórios oficial, cerca de 10.000 euros. No entanto, o élan da marca e a qualidade de construção são bastante superiores às de outras motos parecidas, mas de preço bastante inferior.

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Triumph Street Twin | Moto | Classics

andardemoto.pt @ 19-8-2021 12:00:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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