Teste Voge 500 DSX - Pronta para Rolar

Uma trail de média cilindrada, muito acessível, capaz de enfrentar grandes desafios.

andardemoto.pt @ 8-3-2022 14:53:00 - Texto: Rogério Carmo

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Voge 500DSX | Moto | Trail

A Voge, marca premium do grupo asiático Loncin, apresentou à comunicação social europeia uma nova versão da sua trail de média cilindrada. Depois de o Andar de Moto ter testado a Voge 300DS, que deixou uma boa impressão na nossa redação, foi agora nas montanhas de Teruel, em Espanha, que tive oportunidade de me fazer à estrada na nova Voge 500DSX. 

Equipada com um motor bicilíndrico paralelo de 471 cc de capacidade e refrigeração por líquido, já com homologação Euro5, a nova Voge 500DSX apresenta uma potência de 46,2 cv que lhe permite ser conduzida por motociclistas com carta de condução A2.

Com uma distribuição DOHC de 4 válvulas por cilindro e com uma gestão eletrónica do sistema de injeção assinada pelos alemães da Bosch, esta unidade motriz confere uma condução alegre e divertida, mostrando uma grande facilidade em subir de rotação, sem qualquer hesitação na resposta ao acelerador, que permite explorar e até abusar da bem concebida ciclística, com uma agradável nota de escape a acompanhar.

Graças a um consumo contido, que o fabricante refere ser de 3,7 litros/100 km, o depósito de combustível, com 16,5 litros litros de capacidade, terá uma autonomia teórica de quase 450 quilómetros que, na prática e mesmo com passageiro e bagagem, facilmente garante mais de 400 quilómetros entre reabastecimentos, um dado fundamental para a poder considerar como uma trail de aventura para longas tiradas.

A condução é ainda premiada com uma caixa de velocidades de relações curtas, suave e precisa, focada sobretudo nas retomas e arranques, que garante uma velocidade máxima a rondar os 160 km/h, e por um nível de vibrações muito baixo, que apenas se torna perceptível nos regimes mais elevados, sem no entanto se tornar demasiado incomodativo.

Em termos de ciclística, a Voge 500DSX conta com uma forquilha invertida de 41 mm de diâmetro, da marca japonesa Kayaba, com um curso de 156 mm e um monoamortecedor da mesma marca, de funcionamento progressivo, que actua através de bielas sobre um braço oscilante de alumínio fundido e que permite regulação da pré-carga da mola.

Uma distância entre eixos de 1.445 mm confere-lhe uma grande agilidade, tanto em manobra, a baixa velocidade, como nas mudanças de direção a alta velocidade. A taragem da suspensão surpreendeu-me pelo bom desempenho a alta velocidade, mantendo as rodas bem coladas ao asfalto, sobretudo nas estradas com pisos mais degradados, sendo simultaneamente muito confortável.


Os travões empregam dois discos flutuantes recortados, de 298 mm de diâmetro e pinças Nissin de duplo pistão, na roda dianteira, sendo toda a travagem monitorizada por um sistema ABS de dois canais, que se mostra bastante discreto na sua intervenção e que pode ser desligado na roda traseira para facilitar a condução fora de estrada. Garantem uma mordida inicial forte, bastante doseável e incansável, mesmo em ritmos mais rápidos.

O nível de equipamento também é elevado, contando com manetes reguláveis, cavalete central, proteções da cárter, radiador, motor e carenagens, porta bagagens traseiro, controlo da pressão dos pneus com alarme de alerta para alterações súbitas de pressão, painel de instrumentos digital e iluminação integralmente em LED com luzes diurnas DRL.

Efetivamente, a Voge 500DSX apresenta um bom nível de construção e uma boa qualidade de acabamentos que a torna extremamente interessante, sobretudo quando se tem em conta o seu preço.

Num primeiro contacto, é impossível não reparar na envergadura do conjunto. Com uma estética consensual e um volume que aparenta pertencer a um segmento superior, não é difícil imaginar que a sua posição de condução é realmente confortável, desafogada e perfeitamente adaptada a longas viagens, com o assento bem desenhado e bastante estreito na zona frontal, a proporcionar uma grande acessibilidade ao solo e facilidade de manobra. 

A ergonomia é muito boa, com as mãos a caírem perfeitamente no amplo guiador, que proporciona um bom apoio e uma boa alavanca para manobrar. Os mais altos, vão achar o guiador muito baixo para uma condução em pé mas, por outro lado, a pouca largura do conjunto permite manter os pés bem apoiados e os joelhos bem posicionados no depósito.

O assento confortável, ao posicionar-se a apenas 830 mm do solo, permite aos utilizadores de estatura mais baixa apoiarem bem os pés no chão. Ainda permite enfrentar com confiança troços de fora de estrada mais difíceis, também graças ao seu contido peso, cifrado em apenas 206 kg em ordem de marcha.

A proteção aerodinâmica é suficiente, graças ao ecrã pára-brisas regulável manualmente em altura, em duas posições, operação que infelizmente não pode ser feita em andamento. No entanto, o seu desenho não origina excessiva turbulência no capacete, nem chocalheiras ou ruídos parasitas.


O quadro foi concebido para garantir um bom compromisso entre a altura do assento e a altura livre ao solo. Construído em tubos de aço numa estrutura de duplo berço, mostra-se suficientemente rígido para assegurar uma boa firmeza do conjunto e garantir um bom comportamento em curva.

Até a escolha dos pneus, uns Metzeler Tourance (nas medidas 110/80R19 na frente e 150/70R17 na traseira), favorece o desempenho do conjunto, seja em curva, seja sob travagem, mesmo nos pisos mais degradados.

O painel de instrumentos, em TFT a cores, apresenta muita informação pertinente, de forma legível sob qualquer condição de iluminação, já que comporta um sistema de iluminação com sensor crepuscular e uma tomada USB para carregamento de acessórios ou de um smartphone, que pode ser emparelhado com o sistema da moto via Bluetooth.

O passageiro conta com um assento elevado, independente, e umas pegas de suporte bastante bem posicionadas, além de bastante espaço para não interferir com o condutor.

Disponível nos concessionários da marca em três cores, vermelho, azul e preto, e com uma boa gama de acessórios de fábrica, onde se destacam as malas laterais e topcase de excelente qualidade e a um preço muito acessível, a Voge 500 DSX é, pela sua grande facilidade de condução, recomendada para uma utilização polivalente, afigurando-se como uma excelente escolha para iniciação ou para uma utilização urbana diária, com a vantagem de permitir umas boas e longas passeatas.

A Voge também disponibiliza a versão 500DS, que apenas difere da DSX nas jantes, que em vez de raiadas são de fundição de alumínio

Veja a Voge 500 DSX em pormenor:

Equipamento:

Neste teste usámos o seguinte equipamento de proteção e segurança:

Capacete Schuberth C4 Pro Carbon

Luvas REV’IT Arch

Fato Rev’It! Poseidon 2 GTX

Botas TCX Clima Surround GTX

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andardemoto.pt @ 8-3-2022 14:53:00 - Texto: Rogério Carmo


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