TVS chega a Portugal com modelos e preços irrecusáveis.

Uma gama relativamente compacta que cobre segmentos bastante distintos, com características e preços muito atrativos e uma garantia de cinco anos.

andardemoto.pt @ 9-9-2026 07:45:00 - Texto: Miguel Rico | Fotos: Marca

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Recentemente fomos convidados para a apresentação de uma marca de motociclos nova em Portugal. Chama-se TVS, é indiana e até agora era praticamente desconhecida do público português. Representada em Portugal pelo Grupo Multimoto, a TVS chega ao nosso mercado com uma história de mais de 100 anos e uma impressionante dimensão industrial que merece ser conhecida.

Atualmente presente em mais de 90 países, a TVS já produziu mais de 64 milhões de veículos ao longo da sua história. Só no último ano fabricou cerca de 5,5 milhões de unidades e actualmente emprega mais de 65.000 colaboradores.

Para 2026, mesmo perante uma conjuntura internacional pouco favorável, a TVS acredita conseguir atingir os 6,4 milhões de unidades produzidas, objetivo que lhe permitiria alcançar a segunda posição entre os maiores construtores mundiais. Nada mau para uma marca que muitos portugueses estão agora a descobrir.

Uma história que começou há mais de um século

A história da TVS começou em 1911, em Madurai, na Índia, inicialmente como uma empresa ligada ao transporte de passageiros. Em 1929 deu um novo passo, expandindo a sua atividade para a comercialização de veículos em geral. Em 1961 começou a produzir componentes para a indústria automóvel e, em 1979, entrou finalmente no mundo dos veículos de duas rodas. A partir daí, o crescimento foi impressionante.

Em 1997 estabeleceu uma parceria com a Suzuki, em 2013 iniciou uma colaboração com a BMW Motorrad e, em 2020, deu um dos passos mais importantes da sua história ao adquirir a histórica marca britânica Norton.
Em 2024 chegou oficialmente à Europa através do mercado italiano e inicia agora uma nova etapa da sua expansão com a entrada em Portugal. Atualmente, a TVS posiciona-se como o terceiro maior construtor mundial de duas rodas.

Adaptar em vez de impor

Um dos aspetos que mais chamou a atenção durante a apresentação aos media foi a filosofia da marca. A TVS considera que uma das suas principais vantagens competitivas é a capacidade de adaptar os seus produtos às necessidades do mercado, em vez de simplesmente tentar vender o mesmo produto em todos os países.


É uma estratégia particularmente importante num setor onde as necessidades de um motociclista europeu podem ser muito diferentes das de um utilizador asiático. O objetivo declarado da marca é oferecer soluções de mobilidade emocionantes, responsáveis, sustentáveis e seguras. 

Um modelo diferente para cada gosto

A gama apresentada em Portugal é relativamente compacta, mas cobre segmentos bastante distintos. Na entrada da gama encontramos duas scooters de 125 cc: a NTORQ 125 e a Jupiter, claramente orientadas para a mobilidade urbana, e de que falaremos noutro artigo.

Subindo de cilindrada surge a Ronin 250, uma scrambler de baixa cilindrada com uma personalidade muito própria. Para quem procura uma condução mais desportiva, a TVS apresenta a RTR 310, uma streetfighter bastante interessante, e a RR 310, uma supersport desenvolvida com forte inspiração no departamento de competição da marca. Com estas tive oportunidade de ter um breve contacto.

E, para quem prefere aventura e pequenas incursões na terra, irá também chegar ao nosso mercado, num futuro próximo, a RTX 300, a proposta Adventure da TVS.

É precisamente esta diversidade que poderá permitir à marca construir uma presença sólida no mercado português, em vez de depender de apenas um ou dois modelos.

Competição como laboratório

A ligação à competição é também um elemento importante na estratégia da TVS. Tal como já vimos noutras marcas que cresceram rapidamente nos últimos anos, a pista funciona como um verdadeiro laboratório de desenvolvimento tecnológico e de imagem. A experiência adquirida nas competições é posteriormente transferida para os produtos destinados ao público. É uma abordagem que temos acompanhado nos nossos testes e que será particularmente interessante observar na gama da TVS.

O verdadeiro teste começa agora

Uma apresentação estática permite conhecer uma marca, mas não permite perceber verdadeiramente se uma moto é boa. Para isso precisamos de fazer aquilo que mais gostamos: andar de moto.


Por isso, apesar do breve contacto, será nos próximos tempos que iremos apresentar os nossos testes dinâmicos e revelar as nossas impressões sobre alguns dos modelos da gama da TVS.

Será então que poderemos perceber se a experiência industrial de mais de um século, a dimensão internacional e as parcerias com grandes fabricantes se traduzem efetivamente em produtos capazes de convencer o motociclista português.

O veredito

A chegada da TVS representa mais concorrência, o que significa mais escolha, maior pressão sobre os preços e, sobretudo, fabricantes obrigados a oferecer cada vez mais qualidade e equipamento a preço razoável, para conquistar o cliente.

A TVS chega com uma história centenária, uma dimensão industrial impressionante, presença internacional e uma gama suficientemente diversificada para atacar vários segmentos. Agora falta transformar números em experiências e tecnologia em emoções. Pode, nas próximas linhas, ficar a conhecer melhor os modelos que pude experimentar:

TVS RR 310

Motor monocilíndrico a 4 tempos com arrefecimento a líquido e 312,12 cc, alimentado por acelerador eletrónico Ride-by-Wire com 4 modos de condução. Potência máxima de 38 CV às 10 000 rpm e binário máximo de 29 Nm às 7 900 rpm, através de caixa manual de 6 velocidades e transmissão final por corrente.

Ao nível das ajudas eletrónicas, inclui ABS de canal duplo (com modo Supermoto que permite desativar o ABS traseiro), controlo de tração e travões de disco de 300 mm à frente e 240 mm atrás, assinados pela ByBre. A embraiagem deslizante Race Tuned vem acompanhada por um quickshifter Up & Down.

O quadro é multitubular e a suspensão KYB inclui forquilha invertida na frente e monoamortecedor monotubo de pistão flutuante atrás.

O interface do utilizador assenta num ecrã TFT de 5 polegadas de alta resolução, que apresenta velocidade, mudança engatada, conta-rotações, autonomia, pressão dos pneus, manutenção e navegação, através do sistema SmartXonnect™, que liga ao smartphone.


TVS RTR 310

Motor monocilíndrico de 4 tempos, arrefecido a líquido, com 312,12 cc. Potência máxima de 35,6 CV às 6 700 rpm e binário máximo de 28,7 Nm às 6 650 rpm, com caixa manual de 6 velocidades e transmissão por corrente. A altura do assento é indicada como 800 mm, com distância entre eixos de 1358 mm; peso e capacidade do depósito não constam da página.

O conjunto de ajudas eletrónicas é extenso: ABS de dois canais (incluindo ABS em curva), controlo de tração RT-SC, sistema de aviso de travagem de emergência, assistente de arranque em subida e os controlos CTC, SDC, RLC e WC. Tem ainda cruise control integrado. A versão Ultimate acrescenta controlo dinâmico de estabilidade de competição, suspensões totalmente ajustáveis, TPMS e Keyless System. A suspensão KYB inclui forquilha invertida com jarras de 41 mm e monoamortecedor ajustável em 7 posições.

O interface do utilizador é um ecrã TFT horizontal de 5 polegadas, que mostra velocidade, mudança, autonomia, pressão dos pneus, chamadas, música, navegação passo a passo e modos de condução, com personalização de temas gráficos e sincronização de notificações do smartphone.


TVS Ronin 250

Motor monocilíndrico de 4 tempos, 4 válvulas, arrefecido a óleo, com 225,9 cc e um diâmetro/curso de 66 x 66 mm. A potência máxima é de 20,4 CV às 7 750 rpm e binário máximo de 19,93 Nm às 3 750 rpm, com caixa manual de 5 velocidades e transmissão por corrente. A capacidade do depósito é de 14 litros, permitindo uma autonomia teórica de 601 km.

Ao nível da travagem, combina um disco dianteiro de 240 mm com um travão de tambor traseiro de 130 mm, com a tecnologia Syncro SBT a distribuir a força de travagem entre as duas rodas. Tem também embraiagem deslizante Race Tuned. A suspensão inclui forquilha invertida com jarras de 41 mm na frente e monoamortecedor de gás com pré-carga regulável na traseira. A iluminação é Full LED com assinatura "T-Face".

O interface consiste numa consola digital de instalação assimétrica, deslocada para a esquerda, com um ecrã LCD, que mostra velocidade, mudança engrenada e autonomia. Através do sistema SmartXonnect™, oferece conectividade Bluetooth para notificações, mensagens e chamadas.

andardemoto.pt @ 9-9-2026 07:45:00 - Texto: Miguel Rico | Fotos: Marca


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